Blog do Maurício Pessôa

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Arquivo da Categoria ‘ Saúde ’

Excelente iniciativa do jornal aQui de tratar, esta semana, de um tema delicado como é a questão do alcoolismo na juventude e adolescência.

Os dados são alarmantes. Segundo levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), 48,3% dos adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos já ingeriram álcool alguma vez na vida (52,2% rapazes; 44,7% moças). 14,8% deles bebem regularmente e 6,7% já são dependentes.

A influência familiar é elemento relevante na composição dos dados, porque é comum os jovens e adolescentes, desde criança, observarem e acompanharem o costume dos pais e das pessoas que mais admiram. Gilberto Ferreira, mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutor pela Universidade de São Paulo tem esclarecido: “No decorrer de sua vida, a criança repetirá o comportamento dos pais, relacionando-o sempre às situações de descontração, desafio e coragem e nunca a um vício.”

Se um familiar, pai ou mãe descobrem ou são informados que o jovem esta fazendo uso de uma droga ilícita, como maconha, tem inicio um processo de se “trabalhar o problema”, que vai desde a desconfiança, interrogatório a raiva e explosão.

Pela censura que desperta na sociedade, a droga ilícita desperta um pânico na família, não é aceita de forma legal pelos familiares, já o álcool que esta inserida na nossa cultura de forma legal, não acontece o mesmo quando o jovem “toma um porre”, pois contém seu poder atrativo e não cotem poder de censura.

O álcool como qualquer droga psicoativa legalizada, é lobo em pelo de cordeiro! (Zago, 1996.)

visita ao IBDD

2 de março de 2010 Saúde 2 comentários

Estimulado pela visita ao IBDD, passei a prestar atenção à maneira como as cidades do estado, principalmente Volta Redonda, lidam com o tema. Em cada lugar por onde passo, eu fico atento aos obstáculos que os deficientes encontram pelo caminho. Como, por exemplo, deve agir uma pessoa cega para atravessar as ruas sem precisar do favor ou caridade de seus semelhantes? Que esforços fazem os cadeirantes para ingressarem numa agência bancária ou num prédio público? E aquelas que não ouvem? Como serão atendidas nos balcões do serviço público?

E, mais: como se pode saber o modo correto de lidar com o tema? A melhor maneira, sem dúvidas, deve ser pela conversa franca com os próprios deficientes e esse papel pode ser plenamente exercido pelos Conselhos Municipais de Defesa dos Direitos dos Deficientes, COMPEDE. Mas, para que o COMPEDE possa auxiliar, é preciso que o poder público tenha disposição democrática de ouvi-lo e de acatar as suas sugestões e críticas.

O olhar, mesmo desatento, demonstrará que a administração pública em Volta Redonda precisa, ainda, fazer muito, para preencher a lacuna do exercício pleno do direito de ir e vir dos deficientes.

Na semana passada, a convite da senhora Teresa Costa D’Amaral, superintendente da Organização, eu visitei a sede do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, IBDD, no Catete, bairro da Cidade do Rio de Janeiro. Uma experiência interessante, porque pude ver e sentir de muito perto o trabalho de uma equipe de profissionais e voluntários na construção de espaços para que o deficiente possa exercer a cidadania.

Conversamos sobre as dificuldades que têm os deficientes de exercerem o mais simples e básico de todos direitos: o de ir e vir, porque as cidades, os meios de transportes, os prédios de uso coletivo, tanto os públicos como os privados, não são acessíveis.

Apesar de não ser assunto vinculado à minha área de atuação na Secretaria Estadual de Transportes, o Vale Social, instrumento legal que garante gratuidade nos meios de transportes para os deficientes e pessoas com doenças crônicas, esteve no centro de nossa conversa.

O trabalho de concessão do Vale Social não tem sido fácil, em razão da maneira como os governos estaduais anteriores ao nosso trabalhou o assunto. Houve pouco cuidado e rotina ruim, por conta disso, encontramos um estoque quase impossível de administrar de pedidos sem atendimento. Mas, o Secretário Julio Lopes tem adotado providências no sentido de regularizar os procedimentos de concessão.

A minha reunião com a equipe do IBDD foi altamente produtiva, pela experiência que adquiri e pela demonstração clara, inequívoca, da capacidade que tem o ser humano de superar as limitações que às vezes a sorte ou o destino impõem.